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Back from the Future

Férias, e eu acabei fazendo o que sempre faço: nada.
Momento pausa dramática, porque eu tomei algumas resoluções, tanto no campo familiar quanto profissional.
A primeira coisa (e nenhuma dessas são resoluções de ano-novo, que fique bem claro), é que eu vou me puxar no trampo e tentar trabalhar de casa o mais rápido possível. Fico PUTA de não conseguir usufruir do direito de ir e vir da minha casa até aqui, porque nenhum ônibus faz essa linha, e porque a cretina da PUC não disponibiliza transporte interno entre suas enormes ruazinhas. Então é melhor colocarem esses carrinhos “fancy” pendurados na parede, porque não prestam pra NADA. Outra é que o transporte (te amo Dell) que me é disponibilizado é cedo demais, e eu tenho um problema muito sério em acordar e sair correndo, então acabo usufruindo pouco. Cedo é uma coisa. Madrugada é outra.
Outra dessas coisas, é que definitivamente temos um “deadline” pra morarmos juntos: ABRIL.
Se você é da minha roda de amigos, se prepare para os “shared-gifts” que vão rolar, afinal, precisamos de coisas mais caras, o que faz aquele lance “dar um ralador e uma pá de lixo” não adiantar muito. Pensei em fazermos rifas, e a pessoa compra a rifa, e ainda pode ganhar uma super premiação super supimpa.
Enfim, junto com isso vem todas as coisas conseguintes: Igor irá dormir no seu quarto sem resmungar?! Conseguiremos manter uma rotina decente sem termos que nos matar pra conseguir cumprir esses horários?! Cenas dos próximos capítulos.
A decoração da casa nova já está sendo carinhosamente pensada e empilhada, e um pouco do que a gente pretende estou juntando aqui no Pinterest.
Comecei a ver esse tal de WeHeartIt também pra achar coisas diferentes. O lance é se sentir em casa, e como mais da metade desse sentimento vem de “com-quem-estamos-morando“, vai ser barbadinha de ser feliz.

E o desafio pra minha querida mãe:

Então tá, que venha 2013 e que todas as tais resoluções, ideias mágicas, coisas legais, aconteçam não só pra mim, mas pra ti também :)

[Artigo] A Publicidade Infantil – Consumismo Alienado

Este é um trabalho acadêmico criado para o primeiro semestre de Marketing da UNIASSELVI. Gentileza, não copia não, okay? Pode linkar, pode fazer o que quiser, mas mantenha meu nome ali, afinal, se fui eu que fiz, é meu. :)

Crianças são vulneráveis ao apelo visual!
A Publicidade Infantil – Consumismo Alienado

Professor-Tutor Tiago Cesar de Carvalho

Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI

Marketing (CMA0022) – Prática do Módulo I

18/10/12

RESUMO

Completou seis anos, no último dia 1° de setembro, a vigência das normas técnicas elaboradas pelo Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária (Conar) para a publicidade de produtos destinados às crianças e adolescentes. Mas quais seriam os perigos reais de uma publicidade infantil anti-ética? Poderíamos avaliar o quanto nossas crianças absorvem realmente em cada comercial? Muitas são as formas midiáticas a que submetemos nossos filhos. A criança já busca suas próprias descobertas e informações.

Palavras-chave: Publicidade infantil. Veículos midiáticos infantis. Influência.

1 INTRODUÇÃO

Desde que foram publicadas, as diretrizes citadas têm o objetivo de proteger crianças e jovens dos apelos do consumo, como explica o texto do próprio Conar: “Há exigência flagrante da sociedade para que a publicidade, assim se engaje, ainda que exercendo papel coadjuvante, na formação de cidadãos responsáveis e consumidores conscientes. A reforma da Seção 11 do Código Brasileiro de Auto-Regulamentação Publicitária objetiva colocar em relevo essa necessidade”.

Nossas crianças estão cada dia mais sofrendo a influência de fatores midiáticos diversos, seja televisão, normal ou a cabo, acesso à Internet, consoles de videogame, impressos e até mesmo celulares. Assim, fica mais difícil controlarmos o que eles tem acesso, e que consequências uma publicidade livre pode causar para uma mente ainda em preparação. Sabemos que as crianças possuem uma curiosidade ímpar em relação a tudo que faz parte do mundo do entretenimento, e que brincar na pracinha já não satisfaz os desejos e a busca de mais informações.

Neste paper, vou traçar um paralelo crítico, baseado em pesquisas já existentes, livros e observações feitas com o meu filho Igor, de sete anos.

2 DESENVOLVIMENTO

Busquei conversar com meu filho Igor, de sete anos, indagando o que cada comercial que ele via no canal Cartoon Network, da TV a cabo, trazia para ele. Algumas respostas foram de ciência dos costumes e a forma de ajudar o planeta, e algumas (as comerciais), deram à ele ideias do que pedir em seguida nas próximas festas. Uma das coisas que ele comentou, foi de que ele acredita no que a televisão diz, as mensagens, mas que sabe distinguir o que é humanamente possível e o que é fantasioso. Isso já o coloca em um patamar mais alto de auto-conhecimento.

Algo que já percebemos também é que cada vez mais a criança tem palavra decisiva na compra de produtos, na utilização de serviços e demais pontos que eram decididos pelos adultos tempos atrás. Um rótulo colorido, um brinde, ou somente um comercial que passou na televisão e chamou a atenção da criança por conter elementos infantis, sejam de cor, um cachorro, um momento feliz. Ela passa a ter voz decisiva antes mesmo de entender o real valor monetário.

O CONAR, através da Auto-Regulamentação Publicitária para estes fins, define, entre outros pontos, que:

  • Empregar crianças e adolescentes como modelos para vocalizar apelo direto, recomendação ou sugestão de uso ou consumo por outros menores. Exemplo: “Faça como eu, use…”;
  • Provocar qualquer tipo de discriminação, inclusive em virtude de não poderem ser consumidores do produto;
  • Associar crianças e adolescentes a situações incompatíveis com sua condição, sejam elas ilegais, perigosas ou socialmente condenáveis;
  • Impor a noção de que o consumo do produto proporciona superioridade ou, na falta, inferioridade;

Veja que o primeiro ponto ainda é crítico, pois é raro uma propaganda infantil não se utilizar da apelação. A recomendação e a sugestão do uso podem estar intrínsecas na mensagem, e visíveis somente ao olho infantil, que sempre busca a igualdade dentro de um grupo, e a aceitação. Como por exemplo, a famosa propaganda veículada há alguns anos do chocolate Batom: “Compre Batom, Compre Batom.” – que foi proibida, por conter teor imperativo perante o público infantil.

No segundo ponto, temos inclusive uma das propagandas mais apelativas que já foram veiculadas em cadeia nacional, da tesoura Faber-Castel, em que os colegas diziam aos outros: “Eu tenho, você não tem!”. Este foi, sem dúvida, um fator psicológico avaliado pelo CONAR, que passou a regulamentar as propagandas de modo que elas contenham uma mensagem mais humana, igualitária e cultural.

Mesmo que o CONAR tenha exposto regras a serem cumpridas e normas a serem seguidas, ao escutar a televisão, percebemos que o volume em que a programação do canal é apresentada é inferior ao volume em que a publicidade é veiculada, ou seja, para que a criança realmente foque naquela mensagem publicitária. Nas revistas impressas, a publicidade vem, na maioria das vezes, em folha inteira ou dupla, com cores vibrantes e fortes, mostra outras crianças usando o produto e assim passa a impressão de que “ter” aquele produto é muito mais interessante. Se este ou aquele refrigerante passa uma mensagem familiar, ele será certamente o escolhido pela criança.

Nossa família, daqui pra frente, enfrentando uma publicidade prometendo felicidade através dos produtos servidos num “fast-food cultural” [BOURDIEU, P., 1997, p.41.] pré-digerido, pré-prensado ou pré-pensado. Cabe aos pais avaliar, e claro, acompanhar o filho enquanto faz uso das diversas mídias, explicando o que é o consumo, e do que se trata o consumismo. Bons pais e educadores conseguem facilmente ganhar a confiança das crianças, que se baseiam em quem confiam para formar sua própria personalidade. Assim, podemos construir e manter uma “peneira” que vá do argumento imperativo e superlativo da televisão, ao cuidado máximo com que tratamos nossos filhos, dando a eles a chance de se tornarem consumidores leais aos motivos corretos, aos produtos que mais valem a pena.

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Não é de hoje que as crianças possuem valor decisivo em determinadas situações, mas cada dia mais o apelo midiático confronta os pais e mestres, aplicando técnicas de criação de vínculos, muitas vezes de forma errada e contrária ao que o CONAR regulamentou.

O fato é que os pais e mestres são peças-chave no desenvolvimento crítico e do pensamento inovador dos pequenos, e por isso se discute o quão importante é a nossa “peneira” frente ao material enlatado e impresso que vem das mídias. Se a sociedade não se organizar contra os abusos da publicidade direcionada para crianças e adolescentes principalmente, teremos uma geração meramente consumista, acrítica, perversa, alienada, autoritária e visivelmente com o corpo marcado por griffes.

REFERÊNCIAS

BOURDIEU P. Sobre a televisão. Rio de Janeiro; Jorge Zahar, 1997.

Filé de frango “alla milanese”

Dona La-Hilda (que eu costumo chamar de mãe) nunca foi muito prendada na cozinha, mas uma das coisas que ela faz bem é o seu “milanese“. Outras coisas como bolinho de arroz também, mas isso é outra história… Hoje o foco é ENFARINHAR carnes pra deixá-las gostosas.

Coisas que você vai precisar?

Carne de sua preferência (lá em casa um peito de frango “dá” pra todos, rende bastante)
2 ou 3 ovos (óbviamente vai da quantidade de carnes que tu vais empanar)
Tempero Arisco (ou equivalente)
Farinha de rosca. Veja bem: ROSCA. Nada de outra farinha, cara pálida.
Sal
Orégano
Óleo

Tempera os bifes com o Arisco (ou só sal e pimenta, ou com alho, tu que sabe!) e reserva.
Numa tigela (odeio essa palavra), misture os dois ovos, com clara & gema, adiciona uma colherinha de orégano e umas duas pitadas de sal.
Vai esquentando o óleo, porque ele precisa estar BEM quente pra não embebedar a carne em gordura.

Agora vem o complicado:

Passa os bifes na mistura de ovos
Passa os bifes na farinha de rosca

Frita, SUPER-escorre e bah, morre comendo que é de repetir umas 5 vezes! :)

Erase and Rewind

Vida dura...

Trabalhar de casa na maioria das vezes é a melhor coisa do mundo. O silêncio e a falta de alguém pra atrapalhar quando tu tá concentrado fazem tu conseguir fazer o que tem que fazer. Fora que tu poder decidir se quer morrer de frio ou de calor, poder ficar descalço aumenta a felicidade consideravelmente, ainda mais podendo falar palavrões bem alto sozinho. E simplesmente o fato de poder falar sozinho já é relativamente uma auto-ajuda, a linha de raciocínio ditada pela voz parece que chega mais fácil.
E claro, com o Igor na escola, porque senão é praticamente impossível ter um raciocínio qualquer que seja, que não “Desce daí AGORA!” ou “Não põe o dedo aí que vai te dar um choque!”, coisas desse tipo.
Não tem muita coisa que se possa fazer com uma criança super ativa a não ser colar o olho (ou o canto de olho, já serve) e acompanhar as idéias de cabeça de mamão, que inventa de subir no armário pra pegar coisas altas, jogar bola perto da árvore de Natal, abrir a porta pro cachorro-monstro-Dylan entrar com as patas enlameadas e acabar com o carpete.
Mas ir na tua cozinha e fazer um chimarrão, ou esquentar uma água pra um chá, ter tudo que se precisa na volta, e no meu caso, poder ficar sem prótese… Bah. Não tem preço.
Claro que num ambiente corporativo, além de gripe e alergias, a gente desenvolve o caráter social, pode virar pro lado e perguntar pro colega algo que não entendeu, ter uma rede mais rápida e uma máquina de café. Mas nada que ir de pantufa até a cozinha e passar o próprio café não resolva de maneira mais interessante.
Eu ando cansada de caminhar e vir e ir, por isso volta e meia penso em como seria legal poder ter essa opção.
Também sei que é só eu querer, mas eu tenho tanta gente tri aqui na volta que me faz rir muito mais do que a Angélica apresentando o Video Show… penso e só penso, por enquanto :)

Biscoitinhos de Beltane

Pra comemorar Beltane, eu e o Igor metemos a mão na massa pra preparar nossos biscoitinhos amanteigados!

Receita simples, fácil, bem barbadinha e sem mistério, e permite que a gente deixe o piá meter a mão na massa e passar toda a energia maravilhosa que só as crianças têm pra o biscoitinho :)

Ingredientes:

- 500g de farinha de trigo
- 300g de manteiga sem sal (lembre-se, são AMANTEIGADOS, não margarinados!)
-  125g de açúcar
- Confeitinhos (tipo Mini-MM’s) e uma barra de chocolate meio amargo para decorar.

Preparo: Olha que difícil: junta tudo numa bacia, amassa até ficar desgrudando da mão. Pode ser que precise de mais um pouco de farinha, não tema colocar mais umas 100g. No fear.
Aquece o forno pelos 200°, forra umas duas ou três formas com papel manteiga (fica mais fácil tirar o biscoito sem quebrar)… E vai pra luta, bolinha na mão, ou se tu tiver forminhas legais, pode mandar ver nas formas.
Cada fornada vai levar uns 10 minutinhos pra ficar prontos se os biscoitos forem pequenos, mas não conte tempo.
Olhe pro biscoito. Ficou douradinho nas bordas, tira.

Derreta meia barra do chocolate com uma colher de chá de manteiga, (mas derreta MESMO, se ficar pedacinho, tranca na hora de decorar) e se tu não tem aqueles sacos de colocar meleca dentro e decorar coisas, vale um saco daqueles de freezer, mais grossinhos, que geralmente vem com zip de fechar. Agora é furar bem pequenininho na ponta e mandar ver na criatividade :D

E SALUT BELTANE!!!

Biscoitinhos de Beltane