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coisas da vida… e do google translator

Fala sério, meu DOM PEDRITO amado!

Tirei essa foto pra provar que não é porque é interior que não se sabe falar ingl… OH, WAIT!!!

GOES fishing!

pedacitos de férias

Mateando no final da tarde.

Igor brincando na rua com o Guilherme (guerrinha de bolinhas e cinamomos).

Cabelo novo!

Hora da dinda Cibele estudar, e brigar com as toalhas por um lugar à lareira!

Paisagem dos pampas.

Na comemoração do Dia das Avós, a neta da dona Zilda e o bisneto!

Acho que vai faltar lenha…

Jornalismo sério e embasado. Sinceramente, as chamadas são melhores que as do Terra!

das coisas do meu coração

E aqui, sinceramente, é um dos poucos lugares que mesmo com todas as mudanças tecnológicas da vida, Google+, iPods e iPads, vida social, sorrir querendo gritar, e-mails, inglês, indianos, tweets, Likes e tal… não influenciam. Aqui, ainda na rua sem asfalto, se faz um buraco aqui e ali pra não levantar terra quando (lá de vez em quando) decide passar um apressadinho. O sobrado sem grades por todos os lados, a porta aberta sem chave, até o último dos últimos Bruzzas decidirem dormir de vez. Entra e sai, gente que não tá aqui na dinda, tá na vó, ou na outra tia que mora ali adiante, na mesma quadra. Ou senão, foi no armazém do Vicente.
Mas já volta.
Aqui na sala grande tem uma grande lareira, uma TV sem cabo, uma lata enorme de erva fresca pra o mate, e linguiças feitas a mão pra acompanhar o pão de casa e o café da tarde.
Cachorro aqui tem passe livre, afinal todos tem direito de aproveitar o quentinho da lenha que vem lá dos fundos do enorme pátio pra virar calor.
Os livros do meu avô, todos aqui na mesma estante, empoeirados pela vida e pela saudade, amarelados pelo ar seco e o descaso dos que passam e voltam, sempre apressados em buscar farinha, leite, ovo, ou que traz um filme novo que “recém saiu onde tem cinemas” pra todo mundo sentar e ver.
Porque aqui não tem shopping, não tem cinema, não tem McDonalds.
Mas tem a voz das tias mais sábias, as risadas exageradas de quem precisa mais de juízo que de cisos, o cheiro da minha avó, e todas as boas memórias de muitas férias e anos que passei aqui. Tudo em cores, como no dia em que meu avô tirou a enorme televisão de caixa de madeira de mogno preta e branca do principal palco da sala, e no lugar dela colocou uma colorida, que inclusive foi motivo de muita gente vindo visitar.
Até hoje não é uma sala. É “A sala da Televisão”.
Assim como de onde estou escrevendo é a “Sala do Piano”, mesmo que o piano já não esteja aqui há anos…
O bom é que os mesmos azulejos (vermelejos, como uma vez minha prima disse, já que são vermelhos, e não azuis), os mesmos detalhes no teto que meu vô fez caprichosamente à mão, as velhas escadas rangindo no movimento de quem vai e volta do andar de cima, o silêncio surdo que balança com as mãos o sono de quem cansa, ou que amarga as noites de quem insona lembranças bobas… tudo. Tudo está aqui.
Claro que falta a voz grossa do vô, quando chamava um de nós pra ajudar a segurar um pedaço enorme de madeira pra serra, ou pedia pra vó ajeitar o café com leite dele… Falta o cheiro da serragem que era nosso principal divertimento, pilhas e pilhas de madeiras cruas, e claro, felpas em dedos e pés que corriam descalços pela rua de pedrinhas.
Saudade tua, meu velho avô.
Mas como tudo que faz parte da alma faz bem, eu tenho dentro de mim o maior de todos os remédios :)

Estante

Azulejos

camping – mas com estilo

Quem não adora acampar?

Tá, eu sei que nem todo mundo curte aquela vibe de não ter privacidade na hora que acorda (e sai com aquela cara de maracujá azedo pra escovar os dentes num balde coletivo) ou ser picado por no mínimo 5 espécies diferentes de mosquito.
Mas que estar em contato com a natureza é muito hype, ah é. E é renovador, também.
Eu acampo desde que era MUITO piá, lembro que a gente ia pescar nas barragens lá da campanha Pedritense e meu avô passava a noite cuidando as linhas… E eu e meus primos inventando mil e uma formas de incomodar a galera.
Enfiei uma vez um anzol no dedo do pé, e meu avô colocou o meu dedo indicador na boca de uma traíra. Já viu né? Eu nem senti ele tirar o anzol, mas a marca do dedo eu tenho até hoje!
Ou seja, é uma forma divertida de confraternizar com a dificuldade que a nossa vida na cidade não nos permite ter…
Mas algumas facilidades dá pra exigir, não?
Aliás, ainda mais se dispor de modernas e estilosas barracas, com direito a não ter que ficar 3 horas tentando enfiar ferrinho em haste, nem haste em ferrinho!

Tira do plástico e WRAP! Toca pra cima. Ó o resultado:

Voilá! Prende no chão e tá pronto pra fazer a fogueira (que é a parte mais legal). Tem aqui, por menos de 100 dólares.

Essa outra eu achei interessantíssima…

Ela fica “dipindurada” na árvore, o que evita alagamentos quando se está em coma alcoólico e esquece de fechar o zíper. A única coisa que me intriga é… Se bate um vento, tu vai chacoalhar a noite toda ali dentro. Tenso.
Talvez por isso esteja aqui no site de venda que o produto foi descontinuado.

Nesta aqui tu te sente uma borboletinha linda no casulinho fofo prontinha pra voar. Acredito que em termos de conforto, dormir meio dobrado, assim, não tem muito problema. Mas e descer dessa porra aí? Haja coluna.

No fim nem sei de onde tirei essa foto.

Bom, tenha você gostado ou não, aconselho o camping saudável, bonito, maroto, e não esqueça de levar um cobertor, um par de meias adicionais, um liquinho e uma caixa de fósforo. Imprescindível também violão, para evitar o descanso de todos, e tocar Raul ou Legião. Veja o exemplo do Igor:

E se possível, levar também um coador decente de café, senão vai acabar como a gambiarra que rolou no último acamps, lá em Riozinho:

:D

happy easter!

Afinal… Quem não queria, não é mesmo?
Ps: Não, ele não ganhou esse pote de Nutella :P

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(*o*)