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Meu dia se resume…

Meus banners não atualizam, carai!!!

E aí nego vem perguntar o que que houve, meu time:

Boas lembranças I

Panqueca do Alemão
Pão de queijo do DCE
Chuva forte na lagoa
Minha árvore, em Itapuã
Areieira
Meus cavalos, Guri e Ventania
Torres
Fliperama no centro
Biblioteca Pública e seus livros em Latim
Praça de perto do Colégio Cruzeiro do Sul
Feijão da mãe da Mariana Green
Ônibus linha Prado
Prensado sem presunto
Bubbaloo Banana
Caloi
Planet Hemp
Praia de Itapeva no inverno
Cinamomo
Baralho (Canastra)
Lareira acesa
Azulejos da cozinha da vó
Churrasco do vô Vicente
Ver a F1 com meu dindo
Um tênis de cada cor
Mica, a cachorra gordacha
Morgana, minha companheira
Massa al pesto da Primmo Polastro
Neve em vacaria
Jogo do copo em Montenegro
Shopping Lindóia
Bola de futebol
Camisa 5, do Dinho
Ratinho criado na caixa de fósforo
Sapos criados no balde
Bala de gelatina
Comer Caldo Knorr
Dançar
Correr
Entrar correndo no mar/lagoa
Piscina da Mônica (Chico Bento de mergulhador)
Gibis
Vô La-Hire
Ler no metrô
Cachurrasco da Unisinos
Escaler, Bar da Lola e do João
Parque Marinha
ANLA, Lagoa dos Patos
Caneta Sakura
Praia de fora
Coquinho na estrada
Rural do dindo

:)

Face it

Marcha da Maconha, Marcha das Vadias, Porto Alegre é na minha visão uma das cidades em que mais pessoas se revoltam e decidem gritar pelos seus direitos, e por aquilo que acha certo. Não acho que vá se resolver tudo por aqui, porque a ciclovia é uma lenda, o metrô em POA é uma farsa, e somos premiados com perimetrais que não tem nenhum sentido, mas em compensação, tem mil sinaleiras. Como se pode ver, a reflexão aqui é: quando depende de pessoas, a coisa anda. Quando depende de encarar de verdade o governo, as pessoas despilham, vira-se as costas e dá-se de ombros. Lembro que desde pequena eu vejo os cartazes dos punks para que votemos nulo. Lembro das paredes pichadas “RBS mente”, o “governo tortura”, esse ou aquele partido, aqui ou naquele outro bairro.
O fato é que ninguém decidiu ainda levar as consequências além. Muita gente de coração bom se gasta colocando os peitos pra fora, ou segurando uma bandeira da Jamaica (?), ou pintando bandeira partidária. Essas sim, as pessoas que deveriam estar lá, ocupando alguma decisão. Mas e aí ser político vira um dragão, do tipo “se eu me candidatar, todos vão me chamar disso, daquilo, vou me vender ao sistema”. Paraí, né?
Eu sou presidente de mesa há anos nas eleições em Porto Alegre, e me cai a cara de ver toda aquela papelada que tenho que colar no lado de fora da sala com um milhão de nomes de candidatos conhecidamente corruptos. E no final, como só o nome deles é conhecido, o pinta acaba votando pra não votar em quem não conhece. Veja lá a Nega Diaba ou o Lobisomem, que mais são piada do que política real.
Brasileiro reclama, mas na hora do programa eleitoral, desliga a TV, na hora da Voz do Brasil, desliga o rádio. Espera pra que os outros decidam quem vai bater na cara dele, por ele. Assim não dá trabalho.
Mas aí o Brasil é um país de todos, né não?
Espero ansiosamente quando essa gente que sabe discernir o limiar (quase invisível) entre o preto e o branco, o bom e o mau, que na maioria das vezes parece impossível – tamanhas possibilidades de uso das palavras e da sua força que se conhece – se permitam governar.
Meu voto será teu.

Obscured by Clouds

Eu me apavoro com os problemas do mundo. A fome, o calor, as pessoas dementes, o que se faz pelo mal. Penso nisso sempre, e uma das coisas que me indigna mais é a incapacidade do discernimento humano frente à Internet.
“Clique aqui e ganhe um iPad”. Pára. PÁRA.
E receber e-mails, reencaminhar, porque se ligar pra sei lá o que, ou chegar em sei lá quantas mil pessoas, eles não vão cortar a única árvore que sobrou no deserto do Saara. Pára. Com. Isso.
Ou quem sabe então uns três mil compartilhamentos pra que o fulaninho receba dinheiro do Facebook (?) e tenha seu câncer curado. Facebook, agora, além de manter as pessoas insanas e insonsas (e insones, muitas vezes), cura câncer. E verruga. E pé-de-atleta. Pára, gente. Pára.
Eu vejo a minha mãe no computador, e me dá um acesso de pavor: ela tem MEDO de estragar selecionando um texto, mas ela não tem nenhum medo de clicar em tudo que pisca na volta. “É vírus, mãe.” “Mas eu não inseri dado nenhum que pedia!” “Mas clicou.” “Não cliquei, não!” “Então como é que tu sabe que tinha que inserir dados?”…
E eu fico imaginando quantas mães minhas não existe espalhadas por aí, e me questiono: quando a geração que sabe o que está fazendo com seu mouse chegar no topo, será que ainda vão existir esses spys, advertisements, phishings? Será que a gente vai conseguir usar a Internet de verdade, sem frescura?
Depois que eu fiquei sabendo que o Facebook vale mais que o mercado do café no mundo (veja bem, CAFÉ), me caiu os butiá do bolso, e eu fiquei pensando no meu filho e toda a “limpeza” que ele e a sua geração vai ter que fazer.
Na água, na natureza, no desperdício de lixo, na incompetência dos governantes, na indiferença com os professores e o ensino, a saúde, e agora, a Internet. O maior lixão que existe, mas que ninguém reclama. Não fede, não faz volume, mais poderoso que o crack. Vicia.
Ontem caiu sei lá o quê da fibra ótica e a GVT, a TIM e a Vivo ficaram horas e horas sem serviços. Geral pirou. 2012! Começou!
Gente. Sério. Pára.
Eu trabalho o dia todo ajudando a alimentar o e-Commerce, recebo minha grana pra cada vez mais entupir os canos da rede, e mesmo assim consigo refletir sobre as consequências que tudo isso vai trazer amanhã.
E tu? Que tipo de conteúdo, que tipo de informação tu estás compartilhando? Que tipo de pessoa atrás do código? Atrás do teclado?
Pára. E eu prometo que um dia eu paro também.

Erase and Rewind

Vida dura...

Trabalhar de casa na maioria das vezes é a melhor coisa do mundo. O silêncio e a falta de alguém pra atrapalhar quando tu tá concentrado fazem tu conseguir fazer o que tem que fazer. Fora que tu poder decidir se quer morrer de frio ou de calor, poder ficar descalço aumenta a felicidade consideravelmente, ainda mais podendo falar palavrões bem alto sozinho. E simplesmente o fato de poder falar sozinho já é relativamente uma auto-ajuda, a linha de raciocínio ditada pela voz parece que chega mais fácil.
E claro, com o Igor na escola, porque senão é praticamente impossível ter um raciocínio qualquer que seja, que não “Desce daí AGORA!” ou “Não põe o dedo aí que vai te dar um choque!”, coisas desse tipo.
Não tem muita coisa que se possa fazer com uma criança super ativa a não ser colar o olho (ou o canto de olho, já serve) e acompanhar as idéias de cabeça de mamão, que inventa de subir no armário pra pegar coisas altas, jogar bola perto da árvore de Natal, abrir a porta pro cachorro-monstro-Dylan entrar com as patas enlameadas e acabar com o carpete.
Mas ir na tua cozinha e fazer um chimarrão, ou esquentar uma água pra um chá, ter tudo que se precisa na volta, e no meu caso, poder ficar sem prótese… Bah. Não tem preço.
Claro que num ambiente corporativo, além de gripe e alergias, a gente desenvolve o caráter social, pode virar pro lado e perguntar pro colega algo que não entendeu, ter uma rede mais rápida e uma máquina de café. Mas nada que ir de pantufa até a cozinha e passar o próprio café não resolva de maneira mais interessante.
Eu ando cansada de caminhar e vir e ir, por isso volta e meia penso em como seria legal poder ter essa opção.
Também sei que é só eu querer, mas eu tenho tanta gente tri aqui na volta que me faz rir muito mais do que a Angélica apresentando o Video Show… penso e só penso, por enquanto :)