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Os gifs da minha sexta-feira IV

Quando eu acho que dá, mas não dá.

Quando eu liguei pra fazer a reserva antes, mas chego no lance e não tem lugar.

iTouch?

Quando alguém me pergunta se eu tou bem, quando eu não tou:

Quando eu tou esperando o susto, ele REALMENTE acontece.

Quando falta a coisa mais legal no pacote do Deal Extreme:

Deixa que eu levo:

Quando eu expliquei três vezes a e pinta ainda não entendeu:

Quando a pessoa declara pra mim que não liga pra Star Wars:

Quando toca Sweet Child of Mine no trampo:

Quando alguém pergunta se eu posso ajudar num lance que eu não dou  a mínima:

Quando se discute a mesma coisa pela milionésima vez:

Quando eu chego de uma reunião no outro prédio, de volta pra minha mesa:

Propaganda do Zaffari de dia das mães…

Os GIFs da minha sexta-feira III

I’m sexy and I know it!

Eu, entrando no Beco sábados, pensando sobre eu mesma:

Não precisa narração. Precisa?

Não, hoje eu não vou beber.

Que que eu tava falando mesmo?

Fui na manicure e pedicure…

Alguém me filma deitada…

Igor, come teu cereal…

Esse é irmão desse… Simples. Assim.

Obscured by Clouds

Eu me apavoro com os problemas do mundo. A fome, o calor, as pessoas dementes, o que se faz pelo mal. Penso nisso sempre, e uma das coisas que me indigna mais é a incapacidade do discernimento humano frente à Internet.
“Clique aqui e ganhe um iPad”. Pára. PÁRA.
E receber e-mails, reencaminhar, porque se ligar pra sei lá o que, ou chegar em sei lá quantas mil pessoas, eles não vão cortar a única árvore que sobrou no deserto do Saara. Pára. Com. Isso.
Ou quem sabe então uns três mil compartilhamentos pra que o fulaninho receba dinheiro do Facebook (?) e tenha seu câncer curado. Facebook, agora, além de manter as pessoas insanas e insonsas (e insones, muitas vezes), cura câncer. E verruga. E pé-de-atleta. Pára, gente. Pára.
Eu vejo a minha mãe no computador, e me dá um acesso de pavor: ela tem MEDO de estragar selecionando um texto, mas ela não tem nenhum medo de clicar em tudo que pisca na volta. “É vírus, mãe.” “Mas eu não inseri dado nenhum que pedia!” “Mas clicou.” “Não cliquei, não!” “Então como é que tu sabe que tinha que inserir dados?”…
E eu fico imaginando quantas mães minhas não existe espalhadas por aí, e me questiono: quando a geração que sabe o que está fazendo com seu mouse chegar no topo, será que ainda vão existir esses spys, advertisements, phishings? Será que a gente vai conseguir usar a Internet de verdade, sem frescura?
Depois que eu fiquei sabendo que o Facebook vale mais que o mercado do café no mundo (veja bem, CAFÉ), me caiu os butiá do bolso, e eu fiquei pensando no meu filho e toda a “limpeza” que ele e a sua geração vai ter que fazer.
Na água, na natureza, no desperdício de lixo, na incompetência dos governantes, na indiferença com os professores e o ensino, a saúde, e agora, a Internet. O maior lixão que existe, mas que ninguém reclama. Não fede, não faz volume, mais poderoso que o crack. Vicia.
Ontem caiu sei lá o quê da fibra ótica e a GVT, a TIM e a Vivo ficaram horas e horas sem serviços. Geral pirou. 2012! Começou!
Gente. Sério. Pára.
Eu trabalho o dia todo ajudando a alimentar o e-Commerce, recebo minha grana pra cada vez mais entupir os canos da rede, e mesmo assim consigo refletir sobre as consequências que tudo isso vai trazer amanhã.
E tu? Que tipo de conteúdo, que tipo de informação tu estás compartilhando? Que tipo de pessoa atrás do código? Atrás do teclado?
Pára. E eu prometo que um dia eu paro também.

Pulso

De tempos em tempos eu procuro algo que me remeta a quem eu era na minha melhor forma  psicossocial.
Durante muito tempo acreditei que eu era suficiente pra mim. E assim eu almoçava sozinha, fones no ouvido, bem alto, pra não escutar nem um “olá, posso sentar contigo?“. E assim eu era feliz. E eu era segura, dentro de um mundo criado exatamente como eu queria, pra eu mesma amar e morar, e cuidar.
Nada de amigos. Quem sabia de mim era eu, e a única opinião relevante era a minha. E foda-se o resto.
Eu tinha eu, minhas linhas de costura, meus tecidos, minha canga, e meu iPod.
Dar abertura pra que as pessoas entrem na tua vida é de uma coragem inominável. E eu me acho corajosa por ter me dado o direito de tentar fazer o que a maioria das pessoas faz: deixar as pessoas esculhambarem toda a tua existência com opiniões, com intromissões, com palavras fora de lugar e ações que não fazem sentido.
Quando eu me bastava, nada me atingia. Só os meus problemas eram meus.
Agora, além do meu mundo, tenho universos paralelos com a qual eu não sei lidar, sentimentos com o qual eu não gostaria de conviver. E é duo. O bom, o ruim, o divertido e o frustrante.
Exercício diário de paciência, liberdade da minha própria opinião, onde colocar o copo, como liberar as minhas linhas de pensamento.
Lendo sobre Liderança, não se faz um líder sozinho. O importante não são objetivos pessoais. São o que faz o teu time e as pessoas a tua volta serem alavancadas.
Durante muito tempo, a minha vida profissional foi: Liga o player. Entra no ônibus, caminha até tua mesa, liga o teu monitor. Troca os fones pro fone do computador. Troca os fones pro player. Almoça, senta embaixo de uma árvore. Caminha pra mesa. Troca os fones. E assim uma sucessão de trocas, movida a música, no meu plano de felicidade. Isso bastava, mas e depois?
Ainda penso sobre o que eu realmente quero pra mim. Claro. Estaria morta se não pensasse.
Passei por essa troca de paradigmas silenciosamente, uma ou outra palavra com quem eu confio, ou pelo menos finjo que confio, uma que outra palavra aqui no blog… já fui de tantas palavras e textos, e agora… Não sei se me sobram, ou se me faltam.
O fato é que eu sigo entre mutações, vendo com o olho da alma aquilo que não consigo ver de fato, aceitando a apatia, a simpatia, a empatia e os epitáfios de todas as cores novas que moram na minha paleta.

Domingo?

Uma MERDA de dia. Se pá, pior que segunda-feira. E olha que segunda-feira é FODA.
Mas esse domingo não devia ter sido assim… Não esse, pelo menos. Mas né? Por que as coisas dariam certo se elas podem dar errado?
Nada de produtivo, cabeça fervendo, uma semana que promete ser cheia, TPM chegando. Pra que mais?
A minha sorte é que todos os meus dias, impreterivelmente, começam com o pé direito.
Pronto, piada pronta de humor negro contra minha própria pessoa num domingo.

Bromazepan?
Yes, please.
And nothing else matters.