Sonhei que tava pelada no meio de um monte de gente. Claro que no sonho a gente quase não nota, mas quando nota acaba ficando extremamente constrangido e começa numa busca incansável (e insensata) pra procurar uma roupa. A coisa mais interessante nisso tudo é que na verdade NINGUÉM dá a mínima pra isso.
Tu passa pela tua mãe, e ela não repara.
Tu passa por uma multidão na rua, e ninguém vê.
Se isso fosse realmente verdade, tu estaria no YouTube em menos tempo em que pudesse pensar em quantas letras teu nome tem.
Sonho é coisa bem bizarra, mesmo, porque quando tu menos espera, surge um dinossauro de fralda, ou um cachorro com duas cabeças, e com um pouco de sorte eles não vão correr atrás de ti, porque em sonho, meu filho, não se consegue correr.
Eu tento, mesmo, juro, mas corro e pareço que não saio do lugar. E pelada, ainda, imagina a situação, né?
No final acabo sempre me dando conta de que é só um sonho e que é só eu esperar praacordar, mas a ameaça constante de estripamento por parte do Jack está sempre a frente da razão.
“Acorda, Drika, acorda, porra!” e nada. Vai correr pelada por uma cidade que parece muito a tua, mas não é.
De tempos em tempos lembro dos meus sonhos como se fossem claríssimos, cada detalhe, cada pessoa que apareceu nele.
Dizem que a gente sonha todas as noites, mas que não lembra.
Dizem também que o sonho é um passeio do espírito enquanto o corpo descansa (mas que passei bem esquisito…) e assim como essas existem mil teorias de que se tu sonha que tá nu, é porque tem algo que tu precisa contar mas não tem coragem.
Acho isso método barato de psicologistas tentando que tu exponha teus segredos secretos. Não vai rolar.
Fato mesmo é que cada vez que me lembro dos sonhos, tem alguma coisa em comum em todos eles, que eu ainda não sei o que é (fora o fato de ser eu a protagonista do lance).
Talvez isso sim seja um indício da minha psiquê rumando pra uma ação, mas sabe como é, eu ainda não entendi, então como é que eu vou saber né?
Por enquanto o que eu sei de tudo isso é que o sonho me parece uma grande viagem de ácido. Quase que o da bicicletinha.
E em homenagem aos sonhos bizarros que a gente tem, e às coisas que mesmo não sendo sonhos, são quase inacreditáveis…
Senhoras e senhores, Pink Floyd, e mais uma das suas obras :)